
O universo feminino ganhou um espaço especial de reflexão, representatividade e conexão no último sábado (31). O Hotel Unique, em São Paulo, recebeu a quinta edição do B.O.D.Y., movimento de autoaceitação idealizado pela empresária Ju Ferraz, que se consolidou como uma iniciativa voltada à valorização das mulheres e à construção de uma sociedade mais inclusiva.
Com uma programação que reuniu nomes conhecidos do entretenimento, da comunicação, do empreendedorismo e das redes sociais, o evento colocou em pauta questões que fazem parte da realidade de milhares de mulheres brasileiras.
Entre as personalidades anunciadas para esta edição estavam Deborah Secco, Erika Januza, Malu Borges, Carol Peixinho, Paola Antonini, Rita Batista e Thais Carla, além de outras mulheres que se destacam em diferentes áreas.
Em uma sociedade marcada por cobranças e padrões, o B.O.D.Y. propõe uma reflexão necessária sobre a relação das mulheres com seus corpos, suas escolhas e suas trajetórias.
A iniciativa nasceu de uma experiência pessoal de Ju Ferraz e ganhou força ao longo dos últimos cinco anos, transformando-se em uma plataforma de diálogo, acolhimento e representatividade.
A proposta do encontro é mostrar que não existe uma fórmula única para ser mulher, alcançar o sucesso, viver a maternidade ou construir uma relação saudável com a própria imagem.
A programação contemplou temas como autoestima, diversidade, inclusão, moda, maternidade, carreira, esporte e empreendedorismo, ampliando discussões que ultrapassam o universo da beleza.
Entre os diversos debates que marcaram a quinta edição do B.O.D.Y., o painel dedicado à maternidade trouxe reflexões importantes sobre os desafios enfrentados pelas mulheres que precisam equilibrar a criação dos filhos, a vida profissional e suas próprias expectativas.
As discussões abordaram um sentimento que acompanha muitas mães: a culpa. Seja pela ausência durante os compromissos profissionais, seja pela sensação de não conseguir dedicar tempo suficiente à carreira, a maternidade ainda é cercada por cobranças que muitas vezes partem das próprias mulheres.
Para mim, esse foi um dos momentos mais emocionantes do evento. Como jornalista, empresária e mãe da Maria Heloíse, de apenas um ano, me identifiquei profundamente com os relatos sobre a dificuldade de conciliar maternidade e carreira.
Afinal, quantas vezes nos sentimos divididas entre uma reunião importante e a vontade de estar em casa com nossos filhos? Quantas vezes carregamos a sensação de que poderíamos estar fazendo mais, mesmo quando já estamos dando o nosso melhor?
O painel trouxe uma reflexão que considero fundamental: a maternidade não precisa representar o fim dos nossos sonhos profissionais, assim como a realização na carreira não diminui o amor e a dedicação aos nossos filhos.
Ouvir outras mulheres compartilhando experiências semelhantes foi emocionante e acolhedor. Mais do que respostas, aquele momento trouxe identificação e reforçou a importância de falarmos sobre a maternidade real, sem julgamentos e sem a obrigação de sermos perfeitas.
Saí daquele painel com uma certeza: precisamos aprender a ser mais gentis conosco. Porque ser mãe é uma das experiências mais transformadoras da vida, mas não significa deixar de ser mulher, profissional e dona dos próprios sonhos.
Entre as iniciativas de maior significado do projeto está o Prêmio Preta Gil Para Vozes Que Transformam Gerações, que chegou à sua segunda edição.
Criada com o consentimento da família Gil, a premiação homenageia o legado da cantora e reconhece pessoas e iniciativas comprometidas com a igualdade, a diversidade e os direitos das mulheres.
Preta Gil foi uma das grandes incentivadoras do B.O.D.Y. e se tornou símbolo de autenticidade e liberdade, especialmente por sua atuação em defesa da aceitação corporal e do respeito às diferenças.
Entre as homenageadas do dia esteve a sua neta Sol de Maria representada por sua mãe Laura Fernandez.
Mais do que reunir personalidades, o B.O.D.Y. reforça a importância de criar ambientes nos quais as mulheres possam compartilhar experiências, trocar conhecimentos e encontrar inspiração para suas próprias jornadas.
O movimento também evidencia uma transformação importante: a busca por espaços onde a mulher seja reconhecida não apenas por sua aparência, mas por sua história, suas escolhas, sua capacidade de liderança e suas conquistas.







