EUA condenam decisão de Alexandre de Moraes e intercedem: “Deixem Bolsonaro falar!”

Escritório do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental aponta riscos à democracia; entenda

05/08/2025 às 11h41 Atualizada em 05/08/2025 às 11h41
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Daniel Torok | White House e RS | Fotos Públicas
Fotos: Daniel Torok | White House e RS | Fotos Públicas

O governo dos Estados Unidos decidiu romper o silêncio e reagiu duramente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma nota publicada nesta segunda-feira (4), o Escritório do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental criticou a medida e apontou riscos à democracia brasileira.

“O juiz Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, diz a nota oficial. A publicação norte-americana ainda dispara que “impor mais restrições à capacidade de Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar!” O comunicado termina com uma promessa de retaliação internacional:

Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta.

A nova decisão do STF foi publicada nesta segunda-feira e, segundo Moraes, se baseia no “reiterado descumprimento das medidas cautelares” por parte do ex-presidente. Entre as novas restrições, Bolsonaro não poderá receber visitas, com exceção de seus advogados, nem manter qualquer contato com pessoas não autorizadas pelo Supremo.

Além disso, o ex-presidente está proibido de usar celular, mesmo que de forma indireta. No domingo (3), durante a manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro exibiu uma chamada de vídeo com o pai, o que pode ter influenciado a nova ordem judicial.

A defesa do ex-presidente reagiu à decisão e afirmou, em nota, ter sido surpreendida com a imposição da prisão domiciliar. Os advogados argumentam que Bolsonaro não descumpriu nenhuma das medidas anteriores determinadas pelo STF.

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