Perícia confirma que metanol foi adicionado em bebidas apreendidas em São Paulo

Laudos do Instituto de Criminalística apontam adulteração proposital em parte das garrafas recolhidas; 18 casos de intoxicação e 10 mortes são investigados no Estado.

08/10/2025 às 10h33
Por: Natália Raquel
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Foto ilustrativa. Foto:cottonbro studio/Pexels
Foto ilustrativa. Foto:cottonbro studio/Pexels

O Instituto de Criminalística da Polícia Científica de São Paulo confirmou que parte das bebidas alcoólicas apreendidas em operações de fiscalização no Estado continha metanol adicionado artificialmente. Segundo laudos divulgados nesta terça-feira (7), as concentrações encontradas não resultam do processo natural de destilação.

Os exames foram realizados em dois grupos de garrafas recolhidas na capital paulista. O órgão não informou o número de amostras analisadas nem os locais das apreensões. “As concentrações indicam que o metanol foi adicionado e não é produto de destilação natural”, informou o Instituto em nota.

Criada na última sexta-feira (3), a força-tarefa do Instituto de Criminalística trabalha em regime de 24 horas. O grupo analisa não só o conteúdo das bebidas, mas também rótulos, lacres e embalagens para identificar sinais de reaproveitamento. Desde o dia 29, mais de 16 mil garrafas foram apreendidas em São Paulo.

O governo paulista informou que, até esta terça, há 176 casos de suspeita de intoxicação por metanol. Desses, 18 foram confirmados e 10 resultaram em morte  três com laudo que comprova ingestão de bebida adulterada. Outros 158 casos seguem em investigação.

Em operação paralela, a força-tarefa estadual apreendeu mais de 100 mil vasilhames vazios em um galpão clandestino na Vila Formosa, Zona Leste da capital. Dezoito estabelecimentos foram vistoriados; onze acabaram interditados por irregularidades sanitárias.

O metanol é uma substância usada em produtos industriais e altamente tóxica para consumo humano. A ingestão pode causar cegueira, insuficiência renal e até morte.

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