
O leilão dos bens do senador Romário (PL-RJ), incluindo uma mansão, uma lancha e três carros de luxo, foi suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (8). A determinação é do ministro João Otávio de Noronha, que interrompeu o processo até a conclusão do julgamento que tramita na Corte desde 2021.
Os itens seriam leiloados em 23 de outubro, em razão de uma dívida judicial de mais de 20 anos, referente à quebra de contrato com uma empresa que prestava serviços à boate Café do Gol, empreendimento do qual o ex-jogador era sócio à época.
De acordo com a decisão, o pedido de suspensão foi apresentado pela defesa de Zoraidi de Souza Faria, irmã de Romário, sob o argumento de que os bens estavam registrados em nome dela — e, portanto, não poderiam ser usados para quitar a dívida do senador.
Em 2021, o STJ já havia interrompido um leilão anterior dos mesmos bens, até que o mérito do processo fosse analisado, o que só ocorreu em 2023. A nova tentativa de venda havia sido autorizada pela 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os bens do senador avaliados em mais de R$ 10 milhões estavam com os seguintes valores iniciais de lance:
Mansão na Barra da Tijuca: R$ 9 milhões
Lancha: R$ 1,1 milhão
Porsche: R$ 267 mil
Audi: R$ 391 mil
Peugeot: R$ 53 mil
A defesa de Romário ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.