Farra do INSS: Kim Kataguiri pede convocação e quebra do sigilo bancário de médica que comprou Porsche

Deputado do União Brasil mira Thaisa Hoffmann e de sua empresa, suspeitas de blindagem patrimonial ligada ao ex-procurador do INSS; entenda

09/10/2025 às 14h57 Atualizada em 09/10/2025 às 14h58
Por: Mateus Pereira
Compartilhe:
Foto: Instagram | @kimkataguiri
Foto: Instagram | @kimkataguiri

O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) apresentou à CPMI do INSS um requerimento para convocar a médica Thaisa Hoffmann Jonasson, esposa do ex-procurador-geral do INSS Virgílio Filho, investigado na Operação Sem Desconto. O parlamentar também solicitou a quebra dos sigilos bancários de Thaisa e da empresa dela, a THJ Consultoria, além do próprio Virgílio.

Segundo documentos, Thaisa comprou à vista um Porsche Cayenne híbrido de R$ 789 mil por meio da empresa. Além disso, ela reservou um apartamento de R$ 28 milhões no edifício Senna Tower, em Balneário Camboriú (SC), que promete ser o maior prédio residencial do mundo, com entrega prevista para 2033.

Kataguiri afirmou no requerimento que a CPMI recebeu “documentos sigilosos que evidenciam o enriquecimento acelerado e incompatível de pessoas ligadas ao núcleo jurídico e administrativo” do INSS.

As evidências sugerem que a empresa THJ Consultoria Ltda. foi utilizada como veículo de blindagem patrimonial e dissimulação de ativos. O padrão das operações - pagamentos à vista de bens de alto valor, ausência de lastro contratual e conexão com entidades já identificadas no fluxo de recursos desviados - configura, em tese, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

Kataguiri argumenta que a presença de Thaisa na comissão é essencial “para a elucidação do braço financeiro e patrimonial do esquema”. Segundo a CGU, o ex-procurador teve um acréscimo patrimonial de cerca de R$ 18 milhões durante o período investigado e recebeu R$ 11,9 milhões de empresas envolvidas no esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados.

Virgílio Filho, servidor de carreira da AGU, comandou a Procuradoria-Geral do INSS entre 2020 e 2022 e novamente em 2023, até ser afastado pela Justiça em abril de 2025.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários