Líder do grupo Hamas anuncia fim da guerra com Israel após garantias dos EUA

Promessa de paz chega após dois anos de conflito e deixa mais de 60 Mil mortos em Gaza.

09/10/2025 às 17h27
Por: Redação
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Khalil Al-Hayya, chefe do Hamas/ Reprodução- Metropoles
Khalil Al-Hayya, chefe do Hamas/ Reprodução- Metropoles

O líder do Hamas, Khalil Al-Hayya, declarou nesta quinta-feira (09) o que milhões esperavam há mais de um ano: o fim da guerra com Israel. O anúncio, feito de maneira enfática, declarando que o grupo teria obtido garantias sólidas dos Estados Unidos e de mediadores árabes para a implementação de um cessar-fogo permanente na Faixa de Gaza.

Al-Hayya, que por pouco não foi morto em um ataque israelense no Catar em setembro, afirmou que o movimento islâmico está pronto para inaugurar uma "nova fase política." No entanto, os termos da primeira fase do cessar-fogo anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump já revelam o abismo entre as partes.

Para Israel, a trégua depende da saída do Hamas do comando de Gaza e, crucialmente, do entregamento completo das armas. A resposta do lado palestino foi imediata e inflexível: uma autoridade do grupo afirmou categoricamente que “nenhum palestino aceita o desarmamento.” Este é o ponto de atrito que pode desmantelar todo o processo, já que, para o Hamas, desarmar-se é abrir mão da sua capacidade de resistência e, possivelmente, da sua própria sobrevivência no controle do território.

A ratificação do acordo deve iniciar a trégua em até 24 horas, mas Netanyahu enfrenta uma crise existencial em sua própria coalizão. O ministro de extrema-direita Itamar Ben-Gvir ameaçou publicamente derrubar o governo caso o premiê não honre a promessa de eliminar totalmente o Hamas.

A decisão de Netanyahu, portanto, é um cálculo de risco triplo: aceitar a trégua para salvar os reféns e aliviar a crise humanitária; manter a promessa de aniquilação do Hamas, arriscando prolongar a guerra; ou ceder parcialmente, o que pode implodir seu governo.

Este potencial fim da guerra chega após um ano de conflito sangrento, desencadeado pelo ataque do Hamas há 2 anos, que resultou em 1.200 mortos em Israel, e causou  mais de 60 mil mortes em Gaza, transformando grande parte do enclave em ruínas. 

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