
Uma acalorada troca de farpas entre os parlamentares Nikolas Ferreira (PL-MG) e Tabata Amaral (PSB-SP) agitou o cenário político em torno da segurança. A deputada Tabata dirigiu críticas ao Secretário Guilherme Derrite, de São Paulo, por ele ter minimizado a possível participação de um grande grupo criminoso em adulterações de bebidas que resultaram em óbitos.
A crítica da parlamentar sugeria que a justificativa de Derrite — a baixa rentabilidade dessas bebidas em comparação a outras substâncias — revelava uma falta de entendimento sobre o modo de operação do crime organizado.
Em contrapartida, Nikolas Ferreira usou as redes para blindar o Secretário, lançando mão de uma comparação categórica de históricos profissionais. O deputado destacou a trajetória de Derrite, que possui formação jurídica e militar, foi comandante da Rota e impôs pesadas perdas financeiras à facção em São Paulo. O próprio Derrite reiterou que os inquéritos em curso não apontaram, até o momento, qualquer vínculo dos 41 indivíduos presos na operação com grupos criminosos, desmentindo a suspeita levantada por Tabata.