Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra no serviço público do país

Nova norma veta linguagem neutra em comunicações oficiais e cria padrão de textos simples e acessíveis para órgãos federais, estaduais e municipais.

18/11/2025 às 12h35
Por: Natália Raquel
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 Foto:Ricardo Stuckert / PR
Foto:Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe o uso de linguagem neutra por órgãos e entidades da administração pública em todos os níveis. A norma foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 17, e estabelece que termos como “todes”, “elu” e “ume” não poderão ser utilizados em documentos, formulários, portais e comunicações oficiais.

 

A linguagem neutra, adotada por setores da sociedade para evitar flexões de gênero, chegou a ser usada em cerimônias de posse de ministros no início do governo, o que gerou críticas de grupos conservadores. Lula, no entanto, nunca incorporou esse formato ao seu vocabulário cotidiano.

 

A lei cria a Política Nacional de Linguagem Simples e determina padrões que a administração pública deverá seguir para facilitar a compreensão das informações. Entre as orientações estão o uso de frases curtas e em ordem direta, preferência por palavras comuns, explicação de termos técnicos e destaque para os dados mais importantes no início dos textos. A norma também veta flexões que não estejam previstas nas regras da língua portuguesa e desestimula estrangeirismos fora do uso corrente.

 

O texto prevê ainda que órgãos públicos ofereçam versões em línguas indígenas quando a comunicação se destinar a essas comunidades. A intenção, segundo o governo, é garantir que qualquer cidadão consiga localizar, entender e utilizar as informações fornecidas pelo Estado.

 

Cada poder e cada ente federativo deverá definir regras complementares para implementar a política, o que inclui revisão de portais, capacitação de equipes, elaboração de manuais, padronização de documentos e testes de usabilidade com usuários.

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