
Segundo matéria do Metrópoles, uma mensagem atribuída à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, aparece entre os elementos reunidos pela Polícia Federal no caso Daniel Vorcaro. Em uma conversa com um funcionário da empresa Prime You, responsável pelo jatinho Legacy 650 do qual Vorcaro era sócio, Viviane afirmou que estava “gostando muito” de utilizar a aeronave.
A mensagem foi encaminhada posteriormente pelo funcionário ao próprio Vorcaro. O conteúdo aparece no relatório da PF ao lado de outras conversas relacionadas à utilização do avião e à estrutura montada para administrar os bens.
O inquérito também contém uma minuta de contrato entre o escritório Barci de Moraes Advogados e a Viking Participações, holding patrimonial de Vorcaro. O documento previa serviços advocatícios no valor de R$ 50 milhões, com pagamento por meio da transferência de cotas do Legacy 650 e de um helicóptero EC155 B1.
Apesar disso, o escritório afirmou que o contrato nunca foi concluído. Em nota, a banca declarou que a proposta não foi aceita, que nenhum documento foi assinado e que o contrato original mantido com o Banco Master foi encerrado após a liquidação da instituição.
No relatório, a PF reproduz a conversa em que o funcionário da Prime You pergunta se Viviane e os demais envolvidos estavam gostando da utilização das cotas. “Sim, estamos gostando muito”, teria respondido a advogada.
As mensagens também mostram, segundo os investigadores, preocupação com a forma como o jatinho seria formalmente vinculado a uma empresa. Em uma conversa de julho de 2025, o advogado Leonardo Palhares explicou a Vorcaro que havia preocupação com a exposição dos sócios e com um possível “risco reputacional”.
Outras mensagens ainda indicam que Vorcaro orientava uma funcionária da Prime You a manter o atendimento a Viviane para o agendamento dos voos. O escritório Barci de Moraes, porém, sustenta que o contrato relacionado ao avião não foi firmado.