
Um escândalo político-policial explodiu em Atibaia (SP) e colocou no centro das atenções o advogado, Frederick Wassef, conhecido por defender a família Bolsonaro. O pivô do caso é Júnior Humberto de Oliveira, o "Juninho do Cachorro Quente", ex-vice-presidente do PL local, que alega ter sido ameaçado de morte por Wassef.
Juninho divulgou áudios atribuídos a Wassef com ameaças diretas. Em um deles, o advogado diz: "Eu vou dar tiro na cara de vocês. Está com inveja? Põe arma na boca, puxa o gatilho". O ex-aliado também exibiu uma foto do advogado com uma arma apontada para a própria cabeça.

Reprodução: Bacci Notícias
O conflito começou após Juninho se opor à indicação de um russo, apoiado por Wassef, para a Secretaria de Turismo da cidade. Juninho relata ainda que Wassef teria efetuado dois disparos perto de seus ouvidos durante uma cobrança, causando-lhe surdez momentânea.
Wassef nega todas as acusações, alegando ser vítima de extorsão, ameaças e perseguição.
O advogado registrou um boletim de ocorrência e afirma que os áudios e a foto foram manipulados com Inteligência Artificial (IA), acusando Juninho e outro ex-aliado de armarem uma "engenharia criminosa". Wassef desafia que os arquivos originais sejam periciados.
Ambos os lados registraram queixas na Polícia Civil, que agora analisará o material (áudios, imagens e depoimentos) para determinar se houve ameaça real, manipulação de provas ou tentativa de extorsão. O caso segue sob apuração.