Defesa de Bolsonaro afirma em recurso que STF cometeu erro judiciário e pede que voto de Fux prevaleça

Defesa do ex-presidente tenta reverter a condenação ao protocolar embargos infringentes e contesta a declaração de trânsito em julgado feita por Alexandre de Moraes, que pode acelerar a execução da pena de 27 anos e 3 meses.

28/11/2025 às 19h05 Atualizada em 28/11/2025 às 19h30
Por: Redação
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Jair Bolsonaro. Reprodução/Gazeta do Povo. Créditos: Alan Santos/PR
Jair Bolsonaro. Reprodução/Gazeta do Povo. Créditos: Alan Santos/PR

Segundo o Folha de S.Paulo, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta sexta-feira (28) os chamados embargos infringentes junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo do novo recurso é tentar reverter a condenação do ex-presidente no âmbito da ação penal da trama golpista. Simultaneamente, os advogados questionaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes que havia declarado o trânsito em julgado da condenação, antes da apresentação desse último recurso.

O centro da controvérsia jurídica reside na declaração de trânsito em julgado, emitida por Alexandre de Moraes na última terça-feira (25). A defesa de Bolsonaro alega que essa declaração constitui um "erro judiciário".

Os advogados defendem que é praxe no STF que a defesa tenha a oportunidade de apresentar os embargos infringentes, mesmo que a jurisprudência da Corte estabeleça que o recurso só seja admitido se houver ao menos dois votos pela absolvição do réu.

“A decisão que antecipou o trânsito em julgado da ação penal enquanto ainda transcorria prazo para a oposição de embargos infringentes – ainda que referendada pela 1ª Turma , caracteriza-se como erro judiciário e deve ser revista” aponta o pedido.

No caso de Bolsonaro, apenas o ministro Luiz Fux votou pela absolvição na Primeira Turma.

O recurso agora será analisado por Alexandre de Moraes, o relator do caso. Ele pode:  Rejeitar monocraticamente (sozinho) os embargos, mantendo o trânsito em julgado e abrindo caminho para a execução final da pena ou Levar a questão para ser analisada novamente pela Primeira Turma ou pelo Plenário.  A defesa utiliza o voto de Luiz Fux (que pediu a anulação da ação e a absolvição) como base para tentar convencer o STF a reverter a condenação, alegando que o recurso não é meramente protelatório, mas uma forma de garantir o direito constitucional à ampla defesa.

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