À pedido da PF, bombeiros atendem Bolsonaro com “agilidade” na Superintendência

Em ofício enviado aos bombeiros do DF, a PF pede que, caso sejam acionados para atender Jair Bolsonaro na prisão, façam com “celeridade”

01/12/2025 às 12h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Jair Bolsonaro - Reprodução: Agência Brasil
Jair Bolsonaro - Reprodução: Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) expediu um comunicado formal ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) solicitando que, caso sejam chamados para prestar auxílio a Jair Bolsonaro (PL) na unidade prisional, atuem com “agilidade”.

O documento, obtido pelo Metrópoles, foi encaminhado ao 15º grupamento do CBMDF, situado na Asa Sul, na última quinta-feira (27). A PF justificou que o pedido “se dá em razão do estado de saúde” de Bolsonaro. O ex-governante encontra-se detido na Superintendência Regional da Polícia Federal do Distrito Federal. Ele cumpre a sentença de 27 anos de reclusão por tentativa de tomada do poder.

Em resposta à PF, o Corpo de Bombeiros assegurou que “todos foram orientados quanto ao procedimento a ser adotado, reforçando a necessidade de atendimento imediato sempre que houver acionamento relacionado ao referido custodiado”.

Em audiência de verificação da legalidade da prisão, o ex-presidente reforçou o histórico de saúde e informou ter sido diagnosticado com diversas patologias e necessitar de cuidado especializado:

  • Problemas de refluxo;

  • Apneia do sono;

  • Mencionou a precisão de alimentação adaptada;

  • Citou relatórios médicos presentes nos autos do processo judicial sobre seus problemas;

  • Disse que faz uso de cinco medicamentos.

Sentença Penal

Em 25 de novembro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decretou o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de encarceramento do ex-chefe de Estado Jair Bolsonaro (PL).

Ele foi considerado o líder da estrutura criminosa que pretendia mantê-lo no cargo após as eleições de 2022 e condenado ao cumprimento da sanção em regime fechado. O antigo ocupante do Palácio do Planalto foi responsabilizado pelos seguintes delitos:

  • Associação criminosa armada;

  • Esforço para anular o Estado Democrático;

  • Ato de golpe de Estado;

  • Dano agravado pelo emprego de violência;

  • Ameaça séria contra o patrimônio da União; e

  • Prejuízo a bens protegidos como patrimônio histórico.

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