
O Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSol-SP), teceu duras críticas ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O motivo da contestação foi o reajuste de 6,11% no preço da água no estado, comunicado pela Sabesp na última terça-feira (2).
Em conversa com a imprensa, Boulos classificou a privativação da Sabesp, finalizada em 2024, como uma "fatalidade previsível".
“Os fatos falam por si. Tarcísio afirmou com todas as letras que a tarifa de água ficaria mais barata depois da privatização, mas a conta vai aumentar mais de 6%. Acreditou quem quis, pois a tragédia foi mais do que anunciada”,avaliou o ministro.
“A Sabesp era lucrativa. Mesmo assim ele entregou a empresa por um valor 10% abaixo do preço de mercado para um grupo que não tinha experiência alguma na área. O resultado está aí. Conta mais cara, seguidos casos de vazamentos de esgoto que afetam o meio ambiente e ameaça iminente de outra crise hídrica”, complementou Boulos.
Em suas plataformas virtuais, o ministro divulgou um vídeo onde Tarcísio defendia a desestatização, garantindo que o custo das faturas de água seria reduzido. “A palavra de Tarcísio vale?”, indagou Boulos na publicação.
Segundo a administração paulista, o incremento no valor cobrado pelo serviço de água corresponde à "reposição inflacionária do IPCA acumulado entre julho de 2024 e outubro de 2025, sem aumento real para o consumidor”. O governo ainda defendeu que a nova taxa está 15% inferior ao que seria projetado caso a companhia de saneamento não tivesse sido vendida à iniciativa privada. Vale ressaltar que Tarcísio de Freitas é um dos nomes para concorrer ao Palácio do Planalto no próximo pleito, contra o atual presidente Lula.