
A Prefeitura de São Paulo comunicou a Interpol, por meio da Polícia Federal, sobre o roubo de obras de arte ocorrido neste domingo (7) na Biblioteca Mário de Andrade. O objetivo é evitar que os criminosos consigam enviar as gravuras para fora do país.
No comunicado enviado ainda no domingo, a administração anexou informações detalhadas e registros fotográficos das peças subtraídas. As obras incluem gravuras de Candido Portinari e Henri Matisse, itens de valor histórico e artístico alto.
Segundo a Prefeitura, a Interpol mantém aplicativo e banco de dados global que auxiliam na busca e recuperação de acervos culturais roubados. Além do órgão internacional, o município notificou o Instituto Brasileiro de Museus, por meio do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos, e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pelo Banco de Bens Culturais Procurados. A Associação de Galerias de Arte do Brasil também foi comunicada.
As imagens captadas pelo Smart Sampa registraram a ação dos ladrões na região central, a poucos metros da biblioteca. Os vídeos mostram dois homens transportando as obras até um carro estacionado nas proximidades. O material já está com a Polícia Civil, responsável pela investigação.
“As imagens do Smart Sampa estão auxiliando nas investigações para que possamos chegar o quanto antes até os criminosos e recuperar as obras”, afirmou o prefeito Ricardo Nunes.
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa participa das apurações, com coleta de depoimentos e envio de arquivos que possam ajudar na identificação dos envolvidos. “A secretaria está auxiliando em todas as frentes. A direção da Biblioteca Mário de Andrade prestou todas as informações e continuamos acompanhando as investigações”, disse o secretário Totó Parente.
As buscas seguem em andamento.