Ceará e Mirella Santos explicam remoção do perfil da filha após decisão do Ministério Público

Pais negam suspeita de trabalho infantil e dizem que conta de Valentina foi criada apenas para resguardar o nome da filha

09/12/2025 às 12h50
Por: Natália Raquel
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Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

O humorista Wellington Muniz, o Ceará, e a influenciadora Mirella Santos afirmaram nesta segunda-feira, 8, que consideram injusta a remoção do perfil da filha, Valentina Muniz, do Instagram. A medida foi tomada pelo Ministério Público, que apontou possível prática de trabalho infantil. O casal nega a suspeita e diz que nunca houve uso comercial da conta.

 

Segundo Mirella, o perfil apresentava instabilidades ao longo dos últimos meses. A página “caía e voltava” sem explicação, segundo ela e a equipe da Meta. A conta foi definitivamente derrubada em 7 de setembro, quando a família soube do pedido do MP. Para o casal, a falta de informações claras e o motivo apresentado ampliaram a sensação de injustiça. “Nunca realizamos trabalho algum no Instagram da Valentina”, afirmou Mirella.

 

Ceará explicou que criou o perfil anos antes, quando a filha ainda era pequena, para evitar que terceiros usassem o nome da criança. Ele disse que o objetivo sempre foi resguardar a identidade da filha e que a página era acompanhada pela família. De acordo com ele, a decisão do Ministério Público não condiz com o histórico da conta. “Criamos a página para preservar o nome dela. Sempre cuidamos juntos”, comentou.

 

Os pais afirmam que Valentina aprendeu a gravar, dublar e editar vídeos por conta própria, mas ressaltam que as publicações não tinham caráter profissional. Segundo Mirella, o fato de a filha aparecer nas redes não significa prestação de serviço ou trabalho. Ela disse que a família nunca aceitou propostas comerciais para evitar qualquer interpretação equivocada.

 

A decisão surpreendeu o casal, que disse não ter sido procurado previamente para esclarecimentos. O MP não detalhou quais elementos embasaram a suspeita. Para os pais, a medida ultrapassa o que seria razoável em um caso sem indícios de exploração econômica. A família não informou se pretende recorrer ou se buscará reativar o perfil.

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