
O deputado federal Mario Frias, ex-secretário especial de Cultura e responsável pelo roteiro do longa "Dark Horse", revelou ao Metrópoles novos detalhes da produção que vai retratar momentos marcantes da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O filme, previsto para 2026 e estrelado por Jim Caviezel, foi gravado totalmente em inglês.
Frias explicou a decisão em entrevista à revista Oeste. “Optamos por filmar em inglês por uma razão muito clara: esta história precisa ser compreendida pelo mundo”, afirmou. Na sequência, ele destacou que “não se trata apenas de um registro brasileiro, mas de um alerta global sobre liberdade, manipulação e resistência”. E completou:
Ao rodar em inglês, garantimos que a mensagem ultrapasse fronteiras e leve ao público internacional a dimensão do que ocorreu com Bolsonaro e das implicações para a democracia no Ocidente.
🚨 VEJA: Saiu o PRIMEIRO TEASER de The Dark Horse, filme onde Jim Caviezel (o Jesus de A Paixão de Cristo) interpreta Bolsonaro durante a campanha de 2018. pic.twitter.com/9DpwMpVIZ4
— Brasil Alternativo (@bralternativo_) December 8, 2025
O deputado também comentou o momento em que Bolsonaro começou a cumprir pena, no dia 25 de novembro, após decisão do STF envolvendo o Núcleo 1 da trama golpista. O ex-presidente está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Ainda na entrevista, Frias afirmou que escrever o roteiro se tornou uma missão pessoal após seus problemas de saúde:
Comecei a escrever o roteiro logo depois do meu segundo infarto, e essa experiência mudou completamente minha percepção do projeto. Hoje, vejo o filme não apenas como uma obra artística, mas como uma missão.
Ele contou que a produção está “nos ajustes finais de edição” e deve ser lançada no próximo ano:
A produção está bastante adiantada. Os teasers mostram apenas uma pequena parte do que já foi construído — cenas icônicas da vida do presidente Bolsonaro foram gravadas com extremo cuidado estético e histórico.
Sobre o título em português, explicou que “ainda estamos definindo o título nacional. O nome internacional funciona muito bem para o público externo, mas buscamos uma versão brasileira que gere reconhecimento imediato, impacto emocional e identificação popular”.