Carlos Bolsonaro divulga vídeo de Jair Bolsonaro com crises de soluço: “Ele precisa de cuidados especiais, é doloroso demais”

Vereador diz que condição do ex-presidente piorou após prisão e afirma que há risco imediato à vida sem cuidados contínuos

12/12/2025 às 11h30
Por: Natália Raquel
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Foto: Nelson Almeida/AFP/16-12-2022
Foto: Nelson Almeida/AFP/16-12-2022

O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nesta sexta-feira (12) um vídeo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece dormindo e apresentando crises contínuas de soluço. Preso desde 25 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, Bolsonaro surge nas imagens usando fones de ouvido e com sinais evidentes de desconforto físico, mesmo enquanto dorme.

 

Ao tornar público o vídeo, Carlos afirmou que não pretendia expor o pai, mas decidiu divulgar o registro diante da gravidade do quadro. Segundo ele, os episódios seriam consequência da facada sofrida por Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018 e agravados ao longo dos anos.

 
 
 
 
 
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O vereador disse que o ex-presidente enfrenta crises frequentes e mais severas do que as mostradas no vídeo. Afirmou ainda que a condição exige acompanhamento médico permanente. “Ele precisa de cuidados especiais 24 horas por dia. Existem episódios muito mais graves, que representam risco real e imediato à vida”, declarou.

 

Carlos Bolsonaro também alertou para o risco de broncoaspiração, em razão do refluxo constante. Segundo ele, sem ambiente adequado e monitoramento contínuo, o quadro pode evoluir de forma fatal. “Estamos diante de uma tragédia anunciada”, afirmou.

 

Desde a facada, Jair Bolsonaro passou por diversas cirurgias e procedimentos no intestino. A intervenção mais recente ocorreu em setembro, quando foram retiradas lesões na pele. O procedimento foi conduzido pelo médico Claudio Birolini, o mesmo responsável por uma cirurgia intestinal realizada em abril deste ano.

 

Diante das alegações da defesa, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal realize uma perícia médica oficial no prazo de 15 dias. O objetivo é avaliar a necessidade de eventual intervenção cirúrgica imediata ou de cuidados médicos especiais durante a prisão.

 

A situação de saúde do ex-presidente passou a integrar o debate jurídico sobre as condições de sua custódia. A defesa sustenta que o estado clínico é incompatível com a permanência em ambiente prisional sem estrutura hospitalar adequada.

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