
O Supremo Tribunal Federal (STF) está considerando a possibilidade de remover o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, popularmente chamado de "Papudinha". A eventual realocação ganhou relevância entre apoiadores e parentes do ex-presidente, visto o panorama improvável de ser concedida a prisão domiciliar ainda neste ano. Esta notícia é divulgada pelo repórter Gustavo Uribe, da CNN Brasil.
Detido desde 22 de novembro, Bolsonaro tem manifestado insatisfação com as instalações na sede da Polícia Federal. O ambiente onde ele está recluso tem somente doze metros quadrados e, segundo sua versão, carece de pessoal de saúde apropriado para assistência em situações de urgência. Existem, também, reclamações sobre o ruído incessante de um gerador e a percepção de isolamento.
A "Papudinha", em contraste, disponibiliza uma estrutura mais espaçosa — aproximadamente sessenta metros quadrados — e conta com corpo médico exclusivo do sistema prisional do Distrito Federal. O estabelecimento oferece cozinha, pátio externo, sanitário, sala de estar, dormitório, área de serviço, ventilador e aparelho de televisão. A unidade é a mesma onde o ex-ministro Anderson Torres cumpre sua pena e já abrigou outros detentos de notoriedade, como José Dirceu, Valdemar Costa Neto, Marcos Valério e Paulo Maluf, o que lhe rendeu a alcunha de "Tremembé de Brasília".
Conforme apurado pela CNN, o ministro Alexandre de Moraes avalia a transferência, mas estima que ela só deverá ser efetuada após a realização de um novo exame pericial na saúde de Bolsonaro. A equipe de defesa sustenta que o ex-líder do Executivo precisa ser submetido a intervenção cirúrgica devido a um episódio persistente de soluços. Como os laudos apresentados ao STF são antigos, Moraes solicitou uma nova avaliação.
Enquanto isso, a permanência de Bolsonaro na PF segue como foco de discussão entre seus aliados, os quais insistem por condições consideradas mais adequadas até que a situação legal dele progrida no Supremo.