Augusto Heleno é submetido a perícia médica para determinar decisão sobre prisão domiciliar

PF avalia diagnóstico de Alzheimer e condições de saúde do ex-ministro, preso por participação na tentativa de golpe

12/12/2025 às 13h10
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Augusto Heleno - Reprodução: Ton Molina/STF
Augusto Heleno - Reprodução: Ton Molina/STF

O general Augusto Heleno, que foi ministro do Gabinete de Segurança Institucional, foi submetido nesta sexta-feira (12) a um exame pericial de saúde, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A análise foi agendada para as 9h no Comando Militar do Planalto, local onde o militar está detido desde o final de novembro.

Os procedimentos, conduzidos pela Polícia Federal, têm a finalidade de checar a condição física do general e confirmar se Heleno foi, de fato, diagnosticado com Mal de Alzheimer, conforme mencionado pela equipe jurídica. Os resultados servirão como subsídio para Moraes deliberar sobre a concessão de prisão domiciliar.

Durante a perícia, a PF também inspecionará o local de confinamento para avaliar se a infraestrutura corresponde às necessidades do ex-ministro. Um representante do Comando Militar acompanhará a vistoria e fornecerá esclarecimentos sobre as condições de atendimento.

Em seguida, os agentes ainda deverão encontrar-se com a esposa de Heleno para coletar dados sobre o nível de dependência dele em tarefas diárias.

Especialistas do Instituto Nacional de Criminalística estão analisando, desde a semana anterior, relatórios médicos, registros hospitalares e outros documentos apresentados pela defesa. O propósito é confirmar ou descartar o diagnóstico de Alzheimer e identificar possíveis restrições de saúde.

O pedido de prisão domiciliar foi protocolado logo após a captura do general. Os advogados alegam que Heleno, de 78 anos, enfrenta comorbidades sérias, recebeu o diagnóstico de Alzheimer em janeiro e possui histórico de depressão e distúrbios de ansiedade. Para a defesa, manter o ex-ministro em regime fechado implica risco à sua saúde e à sua vida.

Heleno foi sentenciado a 21 anos de reclusão por participação na tentativa de subversão de poder (golpe de Estado) e continua cumprindo pena no Comando Militar do Planalto.

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