
Nesta segunda-feira (15), o suplente federal Adilson Barroso (PL-SP) passa a ocupar o assento parlamentar que pertencia a Carla Zambelli (PL-SP), em decorrência do comunicado de renúncia do mandato emitido pela deputada.
A ex-parlamentar foi detida em 29 de junho, em uma residência na capital italiana, Roma, e desde então está reclusa na penitenciária feminina de Rebibbia. Na última quinta-feira (11), o Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou o resultado da votação interna da Câmara que havia rejeitado a cassação da congressista e decretou a perda imediata de seu mandato.
Adilson Barroso, de 61 anos, define-se como um indivíduo “ambientalista, bolsonarista de direita, conservador e patriota”. Em sua conta na rede social Instagram, ele se apresenta como “amigo de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Nikolas Ferreira”. Sua imagem de perfil o mostra ao lado do ex-presidente, com as bandeiras do Brasil e de Israel como fundo.
Na Casa Legislativa, o político já havia preenchido o espaço deixado por Guilherme Derrite (PP-SP) entre 2023 e 2025, período em que o titular se ausentou para exercer a função de Secretário Estadual de Segurança Pública do estado de São Paulo. Contudo, Derrite retornou ao posto em novembro passado, fazendo com que Barroso voltasse à posição de suplente.
Natural de Minas Novas (MG), a primeira incursão de Adilson na política ocorreu em 1988, aos 23 anos, quando elegeu-se vereador na cidade de Barrinha (SP) pelo PTB, sendo reconduzido ao cargo em 1992, pela antiga sigla PFL. Naquele município, ele exerceu ainda o cargo de vice-prefeito de 1997 até 2002.
Em 2002, ele obteve uma cadeira como deputado estadual, permanecendo na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) até 2010, ano em que não conseguiu se reeleger. Em 2016, ele retornou à Câmara Municipal de Barrinha.
Barroso está entre os fundadores do Partido Ecológico Nacional (PEN), criado em 2012. A agremiação alterou seu nome para Patriota em 2017. Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro chegou a ponderar sua filiação ao partido, mas optou pelo PL. O político também articulou a candidatura de Bolsonaro à Presidência da República em 2018.
Adilson foi destituído da liderança do Patriota e migrou para o Partido Liberal (PL) em 2021. No pleito de 2022, ele concorreu a deputado federal, somando 62.445 votos, o que lhe garantiu a suplência.