
João Luiz Pedrosa propôs uma reflexão sobre a superexposição de crianças vulneráveis em vídeos e fotos feitos por influenciadores em missões na África. O ex-BBB e geógrafo argumentou que existem maneiras mais éticas de mostrar a realidade sem expor o rosto das crianças.
Ele focou sua crítica na narrativa que coloca o doador em posição de herói, em detrimento de quem recebe a ajuda, uma prática que, segundo ele, centraliza o doador e o torna "mais importante do que quem recebe".
"Essa narrativa de exposição em troca de ajuda centraliza o doador como herói. [...] Mostre impacto sem expor indivíduos vulneráveis e sempre faça uma reflexão sobre o uso do 'eu'," escreveu o ex-BBB.
A discussão ganhou tração em meio à viagem de Nathalia Valente a Angola, onde a influenciadora publicou vídeos que foram amplamente criticados. Entre os conteúdos, estavam cenas de crianças em situações precárias provando bolachas e chocolates pela primeira vez, além de dancinhas e a divulgação de sua marca de biquíni no contexto da missão.
A polêmica atingiu um ponto crítico quando Nathalia Valente se manifestou e disparou sobre o caso "Essa "exposição" que ele tanto está reclamando conseguiu arrecadar dinheiro para a construção de 26 CASAS! As crianças dormem no chão de barro, quando chove elas ficam em pé esperando a água secar um pouco, não tem cama, e com certeza deve ter visto um dos vídeos que mostramos as condições de moradia deles... Tinha uma criança há 3 meses atrás que não andava por desnutrição!!!! Eu só conheci o projeto pela Mari Menezes que começou a gravar e mostrar a realidade do local que eles vivem!" finalizou.

Após sua crítica, o ex-BBB João Luiz Pedrosa, que propôs uma discussão ética sobre o tema, relatou ter sofrido ataques racistas nas redes sociais, com mensagens que o chamavam de "lixo" e "macaco nojento".
O caso de Nathalia Valente e o posicionamento de João Luiz continuam a dividir opiniões na internet, colocando em foco a responsabilidade dos influenciadores e a importância de uma abordagem ética ao retratar a vulnerabilidade em missões humanitárias.