47% dos brasileiros desaprovam redução de penas da PL da Dosimetria, segundo pesquisa

Quase metade da população afirma ser contra a redução nas penas; mais da metade não sabia da aprovação do PL na Câmara

17/12/2025 às 13h30
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Câmara dos Deputados
Reprodução: Câmara dos Deputados

Dados inéditos do instituto Genial/Quaest indicam que uma parcela significativa da sociedade brasileira rejeita a flexibilização das punições sugerida pelo PL da Dosimetria. De acordo com a sondagem, 47% dos cidadãos manifestam-se contrários ao abrandamento das sentenças, ao passo que 24% dão suporte à medida. Um grupo de 19% clama por sanções ainda mais rígidas, enquanto 10% não emitiram opinião.

A investigação estatística evidenciou um vácuo informativo: 53% dos brasileiros ignoravam o fato de a matéria ter recebido o aval da Câmara dos Deputados. Em contrapartida, 47% acompanham o progresso do texto no Legislativo.

No que tange à finalidade da proposta, a visão popular é cética:

  • Personalismo: 58% dos consultados interpretam que a ação visa beneficiar especificamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

  • Alcance Geral: 30% creem que o alívio nas penas atingiria a totalidade dos sentenciados.

  • Indefinidos: 12% não souberam avaliar.

O levantamento também mensurou o termômetro social quanto à anistia pelos episódios de 8 de Janeiro:

  1. Contrários à anistia: 44%.

  2. Favoráveis ao perdão total (incluindo Bolsonaro): 36%.

  3. Favoráveis apenas aos manifestantes: 10%.

  4. Sem resposta: 10%.

Detalhes Técnicos e Trâmite

A consulta pública foi realizada entre 11 e 14 de dezembro, colhendo o depoimento de 2.004 indivíduos com idade superior a 16 anos. O estudo apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Atualmente, o Projeto de Lei nº 2.162, o PL da Dosimetria, aguarda definições no Senado Federal após sua célere passagem pela Câmara. Sob a batuta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a proposta enfrenta um dia decisivo nesta quarta-feira (17). O relator, senador Esperidião Amin (PP-SC), introduziu emendas para delimitar o usufruto da redução de penas exclusivamente aos condenados pelos eventos de 8 de Janeiro, tentando blindar o texto de interpretações mais amplas.

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