
A disputa judicial entre o ator Victor Fasano e a TV Globo chegou ao fim nesta semana. Segundo a couna da Fábia Oliveira do Metrópoles, a Justiça decidiu extinguir o processo movido pelo artista, que questionava os repasses financeiros pela reexibição da novela O Clone (2001) em diferentes plataformas.
A decisão de encerrar o caso ocorreu em 15 de dezembro de 2025. A Justiça extinguiu o processo sem julgamento do mérito, o que significa que o juiz nem sequer chegou a analisar se Fasano tinha razão ou não sobre os valores.
Segundo a magistrada responsável, ao alegar que os pagamentos estavam incorretos, o ator e sua empresa deveriam ter indicado exatamente qual seria o valor que consideravam devido. A defesa de Fasano não apresentou o percentual de multa pretendido nem os valores detalhados da suposta dívida, o que é uma exigência legal para que o processo prossiga.
O ator, que interpretou o personagem Tavinho em O Clone, entrou com a ação em junho de 2025 ao lado de sua empresa (Paisagio Comércio Vídeo Foto). Fasano argumentava que o contrato assinado em 2001 não previa a exploração da obra em serviços de streaming, tecnologia que não existia na época. Por isso, a inclusão da novela no catálogo digital deveria gerar uma nova negociação e novos pagamentos.
Ele também questionava os repasses pela exibição no canal por assinatura. Segundo o ator, a Globo classificava a reprise como "licenciamento" (o que rende menos aos atores) em vez de "reexibição". O artista classificou a situação como "injusta", alegando que a emissora lucrava com o uso de sua imagem em novas plataformas sem a devida contraprestação.
A emissora, por sua vez, sustenta que os contratos antigos já continham termos amplos como "internet" e "meios digitais", o que, na visão do jurídico da empresa, daria respaldo legal para a exibição no Globoplay sem a necessidade de novos acordos financeiros.