Em crise crescente, EUA ordena que aeronaves sobrevoam área próxima a capital da Venezuela

A medida intensifica a preocupação sobre um possível agravamento das tensões militares na região

19/12/2025 às 12h43
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: BacciNotícias
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O espaço aéreo caribenho tornou-se palco de uma exibição de força do Pentágono na última quinta-feira (18). Pelo menos oito vetores militares dos EUA foram detectados sobrevoando águas internacionais nas imediações do litoral da Venezuela e da sede do governo em Caracas. O monitoramento, realizado em tempo real pela plataforma Flightradar24, surge como um reflexo imediato da escalada diplomática e militar entre a Casa Branca e a gestão de Nicolás Maduro.

A frota identificada pelos radares civis compõe um mosaico de tecnologia de ponta da Marinha e Força Aérea americana:

  • Ataque e Guerra Eletrônica: Dois EA-18G Growler (codinomes Grizly 11 e 12) e três caças F/A-18E Super Hornet (incluindo o Rhino 21).

  • Inteligência e Radar: Duas unidades do Grumman E-2D Advanced Hawkeye (Tracr 11 e 31), além de um robusto Boeing E-3C Sentry, especializado em monitoramento de longo alcance.

Enquanto a maioria das aeronaves operou a partir de instalações militares situadas no Caribe, o Boeing E-3C Sentry realizou um deslocamento direto do território continental dos Estados Unidos.

Cada modelo desempenha um papel crucial no tabuleiro tático. O Sentry atua como o "olho no céu", processando informações cruciais para o Centro de Operações Aéreas Conjuntas. Já o Advanced Hawkeye é um radar móvel capaz de seguir milhares de objetos ao mesmo tempo, independentemente do clima. Na linha de frente, o Super Hornet oferece versatilidade para combates aéreos ou bombardeios de precisão, enquanto o Growler foca em neutralizar sistemas de comunicação e radares inimigos através de interferência eletrônica.

O Epicentro do Conflito: Petróleo e Sanções

A rota dessas aeronaves não foi casual, passando por locais sensíveis como as ilhas de Los Roques e La Orchila — esta última, um reduto militar estratégico e possível ponto de segurança para Maduro. O sobrevoo aconteceu logo após o líder venezuelano determinar proteção armada para sua frota petrolífera, uma resposta direta ao cerco naval prometido por Donald Trump contra navios sancionados.

Mesmo sob pressão, Caracas deu sinal verde para que dois gigantescos cargueiros levassem quase 4 milhões de barris de óleo bruto para a China. Pequim, por sua vez, condenou o bloqueio americano, tachando a ação de "intimidação unilateral". Atualmente, o gigante asiático absorve cerca de 4% de sua demanda energética do petróleo venezuelano, e o mercado prevê que as exportações do país sul-americano ultrapassem os 600 mil barris diários neste mês.

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