Alvo da PF, deputado Sóstenes revela origem de R$ 430 mil encontrados em hotel: “Não tenho nada a temer”

Líder do PL afirma que valor encontrado em flat em Brasília é lícito, declarado e fruto de negociação recente em MG; entenda

19/12/2025 às 15h49
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
Foto: Lula Marques | Agência Brasil
Foto: Lula Marques | Agência Brasil

O deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), se pronunciou nesta sexta-feira (19) após ser alvo de busca e apreensão no âmbito da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal. O parlamentar afirmou que os cerca de R$ 430 mil apreendidos em seu quarto de hotel, em Brasília, têm origem legal e são resultado da venda de um imóvel em Minas Gerais.

De acordo com Sóstenes, o dinheiro encontrado no flat alugado por ele na área central da capital federal não tem qualquer relação com irregularidades. Em tom enfático, o deputado rebateu suspeitas e sustentou que não há motivo para preocupação.

Aprendam uma coisa: dinheiro de corrupção não aparece lacrado, identificado e recolhido oficialmente na sua residência. Quem quer viver de corrupção, bota em outro lugar. Vendi um imóvel, o imóvel me foi pago com dinheiro lícito, está lacrado, tem a origem, então não tenho nada a temer.

O parlamentar explicou que adquiriu o imóvel após as eleições de 2022 e que a venda foi realizada recentemente, com o pagamento feito em espécie. Sóstenes, no entanto, não informou quem foi o comprador nem a cidade mineira onde o imóvel está localizado. Segundo ele, o bem está devidamente declarado no Imposto de Renda.

Ainda conforme o líder do PL, o valor foi recebido há pouco tempo e, por conta da rotina intensa de trabalho, ele ainda não havia feito o depósito bancário.

Eu recebi recentemente o dinheiro, e com essa correria de trabalho e etc e tal, eu acabei não fazendo depósito, mas faria. Inclusive, parte dele, eu tenho pensado em fazer outros negócios. Acabei não fazendo depósito.

Além de Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também foi alvo da Operação Galho Fraco e também se pronunciou publicamente sobre a investigação. A ação da Polícia Federal cumpre sete mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Rio de Janeiro, e apura suspeitas de desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários