Hytalo Santos critica Justiça em nova carta aberta: “Sem provas”

O influenciador está preso desde o dia 15 de agosto e responde por tráfico de pessoas, exploração de menores e práticas de trabalho escravo

22/12/2025 às 12h23
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Hytalo Santos - Reprodução: Instagram
Hytalo Santos - Reprodução: Instagram

Passados 120 dias desde que foi detido e acusado formalmente de crimes como tráfico humano, abuso de vulneráveis e trabalho análogo à escravidão, o criador de conteúdo, Hytalo Santos, redigiu um manifesto público. No documento, ele critica o Judiciário, nega a existência de evidências que incriminem a ele e seu companheiro, Euro, e confirma que ambos permanecerão encarcerados durante as festividades de fim de ano.

As palavras foram compartilhadas por Kamylinha Santos no último domingo (21). A jovem, que integrava o grupo do influenciador e o tratava como figura paterna, reproduziu o início da mensagem: “Bora lá para mais uma carta, pois continuo proibido de ser entrevistado e de ter voz para me defender. Vocês já devem saber que nosso Natal e Ano Novo será atrás das grades”.

O texto continua com um tom de indignação: “Pois bem, a data de renovo e de estar junto de quem amamos nos foi tirada. Recebemos a notícia sexta-feira, e foi ‘0’ surpresa. Os prazos para as decisões estão atrasados, as provas continuam sendo os stories postados por mim, as roupas, músicas e cirurgias plásticas das crias”.

Hytalo utilizou a carta para questionar o que compõe o processo criminal. Ele defendeu que seu comportamento público não deveria ser tipificado como delito: “As emancipações por lei era pra valer, mas, não valem nada, os depoimentos por serem favoráveis a gente, talvez não sejam levados em conta. Não é mais sobre crime. Minha conduta e vida exposta com os crias, moralmente falando, pode não ser correta para alguns, mas crime também não é, se não, eu estaria preso desde 2020, mas virou crime depois da mídia, entendi!”.

Ele ainda sugeriu que a ação tem motivações políticas e seletivas: “Se for lei para todos que fazem e fizeram igual, não cabem nos presídios. Se fosse pela causa, seria uma maravilha. Me chamem, estou disposto a somar. Mas não é, as eleições estão chegando e é hora de mostrar serviço né?”.

Ao concluir, o influenciador fez um apelo ao cenário musical e criticou a regulação das plataformas digitais: “Alô, galera do brega funk. Alô, Brasil, acordem. Começaram me prendendo, agora proibindo shows de brega, regulamentando rede social (não pela causa, de modo geral) e ditando o que pode ou não, o que é cultural ou não. E não vai ser novidade que condenem e nos proibam de falar mesmo sendo inocentes e sem provas, vão criar algo para justificar essa merda toda”.

A manifestação de Kamylinha Santos

A jovem postou o desabafo em sua perfil pessoal, lamentando a ausência dos mentores: “Feliz Natal antecipado e doloroso. Meu pai, e Euro, estão lá dentro e não vão estar aqui nas datas que todas as famílias se reúnem. Mas estaremos ligados em oração”.

Ela ressaltou que a dupla já enfrenta as consequências da prisão antes mesmo de um veredito: “O meu Natal será igual ao de vocês, Pai e Euro, em casa e orando, juntos na fé. Isso vai passar, e que a Justiça seja feita. Já são quase 5 meses presos, já estão pagando pena antes mesmo de qualquer condenação”.

Por fim, Kamylinha apontou que os réus estariam sendo usados como "bodes expiatórios" para desviar a atenção de outros problemas sociais: “Não precisa gostar deles dois pra enxergar a injustiça que está sendo feita, e como eles estão sendo usados pra tirar foco de outras coisas. Mas Deus é justo e a verdade sempre vence. Sigo firme, pai, por você, por Euro, pela nossa história. Amo vocês, Feliz Natal 🥺🙏🏻🔋”.

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