Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao general Augusto Heleno após laudo médico da PF

Condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, o militar de 78 anos cumprirá pena em casa com uso de tornozeleira eletrônica devido ao diagnóstico de Alzheimer.

22/12/2025 às 19h13 Atualizada em 22/12/2025 às 19h21
Por: Redação
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Ex-Ministro Augusto Heleno. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Ex-Ministro Augusto Heleno. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu nesta segunda-feira (22) a conversão da prisão do general da reserva Augusto Heleno para o regime domiciliar. A decisão tem caráter humanitário e fundamenta-se nos resultados de uma perícia médica realizada pela Polícia Federal, que confirmou o quadro de saúde debilitado do ex-ministro.

A perícia foi determinante para encerrar uma controvérsia entre a defesa e o Ministério Público. Os advogados de Heleno alegavam que o general sofre de Mal de Alzheimer, diagnóstico que teria sido formalizado em janeiro de 2025. Moraes havia solicitado o exame técnico para verificar a gravidade da condição e se o ambiente prisional até então uma sala no Comando Militar do Planalto (CMP) oferecia riscos à sua integridade física e cognitiva.

Com a confirmação da doença degenerativa e considerando a idade avançada do militar (78 anos), o laudo apontou que o cumprimento da pena em regime fechado seria inviável sob o aspecto humanitário.

Augusto Heleno foi preso em 25 de novembro de 2025, logo após ser condenado pelo STF a 21 anos de reclusão por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia se manifestado favoravelmente à prisão domiciliar, citando o princípio da dignidade da pessoa humana diante de doenças incuráveis em idosos.

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