
O deputado federal, Nikolas Ferreira (PL-MG), manifestou pesar diante da decisão de Jair Bolsonaro (PL) em cancelar a entrevista agendada com a coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, nesta terça-feira (23). A desistência foi formalizada pelo próprio ex-presidente através de um manuscrito enviado à imprensa.
Ao comentar o episódio, Nikolas utilizou sua conta na rede social X para associar o atual quadro clínico do ex-presidente ao ataque sofrido em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral de 2018:
“Importante lembrar que tudo o que ele está passando em termos de dificuldades de saúde, se dá por conta de uma facada de um ex-filiado ao PSOL, Adélio Bispo. Inacreditável como esse caso ainda não foi resolvido e não sabemos que mandou matá-lo”
O parlamentar evocou o trauma causado pelo golpe desferido por Adélio Bispo de Oliveira, que, na época, foi declarado inimputável pela Justiça Federal devido a diagnósticos de transtornos mentais, o que impediu sua condenação penal convencional.
A conversa com o jornalista havia recebido o aval do ministro Alexandre de Moraes (STF) e seria realizada na sede da Polícia Federal, em Brasília, onde Bolsonaro se encontra detido desde o final de novembro. Contudo, alegando limitações físicas, o ex-presidente recuou da oportunidade.
No bilhete escrito à mão, ele justificou que seu estado de saúde impossibilitava o encontro. O político possui uma intervenção cirúrgica agendada para o dia 25 de dezembro, feriado de Natal, para corrigir uma hérnia inguinal bilateral.
Diante do agravamento dos sintomas, os advogados de Bolsonaro acionaram a Suprema Corte nesta tarde para solicitar que o procedimento ocorra em uma rede hospitalar privada da capital federal. O pedido baseia-se em exames realizados pela perícia da própria Polícia Federal, que ratificaram a urgência da operação.