Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, rompe tornozeleira eletrônica e é preso no Paraguai por tentativa de fuga

Segundo a Polícia Federal, condenado por trama golpista tentou fugir pelo Paraguai, com destino a El Salvador

26/12/2025 às 12h35
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Silvinei Vasques - Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil
Silvinei Vasques - Reprodução: Valter Campanato/Agência Brasil

O antigo comandante da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso nas primeiras horas desta sexta-feira (26), no Paraguai. A captura ocorreu no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, após o ex-dirigente violar o monitoramento judicial ao destruir sua tornozeleira eletrônica. De acordo com informações da Polícia Federal (PF), o plano de Silvinei consistia em uma fuga com destino final em El Salvador.

A evasão teve início em Santa Catarina, estado onde ele cumpria prisão domiciliar. Após danificar o dispositivo de rastreio, o ex-diretor cruzou a fronteira sem o consentimento da Justiça. Contudo, os danos no equipamento acionou sistemas de segurança e alertas fronteiriços, permitindo que as forças policiais rastreassem seu paradeiro.

Durante a tentativa de embarque no aeroporto paraguaio, Silvinei apresentou um passaporte original do país vizinho, porém contendo dados biográficos adulterados. Ao ser interceptado pelas autoridades locais, ele foi prontamente detido.

  • Próximos Passos: Vasques foi encaminhado ao Ministério Público do Paraguai e aguarda uma audiência de custódia prevista para o decorrer desta sexta-feira.

  • Extradição: Após os trâmites burocráticos no Paraguai, ele será transferido de volta ao Brasil para ficar sob a guarda das autoridades nacionais.

Histórico e Condenação

Silvinei Vasques ocupava, até recentemente, o posto de secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação no município de São José (SC), tendo se desligado da função na semana passada. Sua situação penal é crítica: ele recebeu uma sentença de 24 anos e 6 meses de reclusão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A condenação está atrelada ao seu envolvimento em articulações golpistas que visavam assegurar a permanência de Jair Bolsonaro na presidência, ignorando o resultado das urnas no pleito de 2022.

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