Oposição pede fim do recesso para apurar denúncias envolvendo Alexandre de Moraes e Banco Master

A liderança da oposição na Câmara convocou parlamentares para o protocolo oficial na próxima segunda-feira (29 de dezembro). O objetivo é não permitir que o recesso parlamentar “esfrie” as denúncias recentes.

26/12/2025 às 18h56
Por: Redação
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Ministro Alexandre de Moraes. Reprodução/Congresso em Foco Créditos: Antonio Augusto/STF
Ministro Alexandre de Moraes. Reprodução/Congresso em Foco Créditos: Antonio Augusto/STF

A oposição no Congresso Nacional se mobilizou nos últimos dias do ano para pressionar o Judiciário, após o senador Magno Malta (PL-ES) pedir  nesta sexta-feira (26)a suspensão do recesso parlamentar com o objetivo de apurar denúncias envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e o Banco Master.

Malta protocolou um ofício solicitando que o Congresso retome temporariamente suas atividades para analisar reportagens que levantam suspeitas sobre uma suposta atuação do magistrado em tratativas relacionadas à instituição financeira. No documento encaminhado à Presidência do Congresso, o senador defende que a excepcionalidade do caso justifica a interrupção do recesso. Segundo ele, as denúncias precisam ser esclarecidas pelo Legislativo para garantir transparência e preservar a credibilidade das instituições.

O movimento ocorre em meio a um cenário de tensão entre o Congresso e o Judiciário. Apesar da mobilização, até o momento não há decisão sobre a suspensão oficial do recesso, medida que depende do aval do presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre.

Ministro Alexandre de Moraes negou qualquer envolvimento:

No dia 24 de dezembro, por meio de nota oficial,  o magistrado negou qualquer pressão para facilitar a aquisição de parte do BRB (Banco de Brasília) e esclareceu que o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, não possui vínculo com a transação perante a autarquia. "O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnistiky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente a aquisição do BRB pelo Banco Master." finalizou a nota

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