
O contingente de brasileiros aguardando o processamento de pedidos junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou um salto significativo sob o atual governo. Conforme os indicadores do relatório Transparência Previdenciária, há uma quantidade expressiva de requerimentos que ainda aguardam um parecer oficial, até agora sem respostas.
No primeiro mês de 2023, marco inicial da terceira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o estoque era de 1,2 milhão de cidadãos na expectativa por aposentadorias, auxílios-doença, pensões e salários-maternidade. Até outubro do presente ano, essa demanda reprimida escalou para 2,86 milhões de casos.
Durante o período eleitoral e em sua cerimônia de assunção ao cargo, o chefe do Executivo priorizou metas ambiciosas, como a erradicação total do represamento de processos. Todavia, vozes do próprio primeiro escalão do governo admitem a inviabilidade de eliminar completamente o estoque, ajustando o foco para a agilidade no atendimento: a prioridade agora é garantir que o tempo de resposta não ultrapasse o teto de 45 dias.
O INSS pondera que, embora o volume bruto de solicitações tenha se expandido, a velocidade na análise dos processos melhorou. Segundo o instituto, o intervalo médio para o deferimento ou indeferimento de um benefício situa-se hoje em 35 dias.
Como contra-ataque ao acúmulo de pendências, foi instituído em novembro um comitê de diretrizes estratégicas. Essa força-tarefa tem o objetivo de formular inovações tecnológicas e operacionais para otimizar o fluxo de trabalho. O cronograma prevê que o grupo apresente os resultados finais de suas intervenções até o dia 30 de junho de 2026.