Bolsonaro permanece internado e alta fica para depois do Ano-Novo

Ex-presidente teve crise de hipertensão após procedimento para conter soluços e segue internado; liberação está prevista apenas a partir de 1º de janeiro

30/12/2025 às 10h32
Por: Natália Raquel
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Foto: Reprodução/Instagram
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O ex-presidente Jair Bolsonaro seguirá internado no Hospital DF Star e só deve receber alta após a virada do ano. A informação foi confirmada por médicos na tarde de segunda-feira (29), depois da realização de um novo procedimento cirúrgico para bloquear o nervo frênico esquerdo, indicado para conter crises persistentes de soluço.

 

Bolsonaro está hospitalizado desde a véspera de Natal. Ele se recupera de uma cirurgia realizada em 25 de dezembro para correção de hérnia inguinal bilateral. No sábado (27), já havia sido submetido ao bloqueio anestésico do nervo frênico direito. Como os sintomas continuaram, a equipe decidiu repetir a intervenção no lado oposto, procedimento concluído nesta segunda.

 

O bloqueio do nervo frênico consiste na aplicação de anestesia local próxima ao nervo responsável por estimular o diafragma. Trata-se de uma radiointervenção, com efeito temporário, que costuma durar entre 12 e 18 horas, segundo a equipe médica.

 

Apesar da nova cirurgia, a alta não está prevista para os próximos dias. Após o procedimento, Bolsonaro apresentou uma crise de hipertensão, controlada pelos médicos. O quadro é considerado estável, mas requer observação hospitalar.

 

Em entrevista coletiva, o cirurgião-geral Cláudio Birolini afirmou que ainda está prevista a realização de uma endoscopia digestiva entre terça (30) e quarta-feira (31). A expectativa é de que a liberação hospitalar ocorra somente a partir de 1º de janeiro, caso não haja novas intercorrências.

 

A internação ocorre em meio a decisões judiciais que autorizaram a transferência do ex-presidente para o hospital, sem suspender o cumprimento da pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A autorização para a cirurgia foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

 

Na mesma decisão, Moraes negou o pedido da defesa para conversão da pena em regime domiciliar. Segundo o ministro, a legislação prevê esse benefício apenas para condenados que cumprem pena em regime aberto, o que não se aplica ao caso. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à trama golpista.

 

A equipe médica informou que novos boletins devem ser divulgados conforme a evolução do quadro clínico.

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