
Visando o pleito estadual de 2026, o Progressistas (PP) articula a viabilização de um nome próprio para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, posicionando-se como uma alternativa ao projeto de reeleição do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A cúpula da sigla justifica o movimento ao pontuar que ainda “avalia como insuficiente o apoio público e concreto do governador ao seu projeto majoritário”.
Essa possível ruptura é alimentada por um acúmulo de insatisfações internas. Entre as queixas citadas por lideranças estão o isolamento de prefeitos da legenda, falhas no diálogo institucional, críticas constantes de parlamentares sobre a escassez de interlocução política e uma sensação de alheamento em relação às decisões da gestão paulista. Tais fatores impulsionam o partido a planejar uma ofensiva eleitoral já para o calendário do próximo ano.
Sob o comando nacional do senador Ciro Nogueira (PI) e a liderança estadual do deputado federal Maurício Neves, o PP estuda peças-chave para o embate. Um dos cotados é Filipe Sabará, que traz no currículo passagens pelo secretariado do estado e a coordenação estratégica da campanha de Pablo Marçal em 2024.
Outra via considerada é a de Ricardo Salles, atual deputado federal e antigo titular da pasta do Meio Ambiente na gestão de Jair Bolsonaro, que hoje integra os quadros do Novo. No campo das candidaturas acessórias de peso, a legenda aposta em Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública, para buscar uma cadeira no Senado Federal na mesma eleição.