
Os filhos do ex-presidente, Jair Bolsonaro (PL), protagonizaram um forte embate público contra o ministro, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nessa última quinta-feira (1º). A investida ocorreu logo após o ministro indeferir a solicitação de prisão domiciliar para o ex-governante. Os irmãos Eduardo, Flávio e Carlos, todos correligionários do PL, utilizaram suas redes sociais para contestar o veredito e desferir insultos ao membro da Corte.
No antigo Twitter (X), o senador Flávio Bolsonaro descreveu Moraes como um “ser abjeto” e indagou abertamente “até quando Moraes terá procuração para praticar tortura”. Como forma de protesto, ele divulgou um registro fotográfico do pai após uma intervenção médica ocorrida em 2025, postagem que incendiou o debate entre aliados e opositores.
Carlos Bolsonaro também se manifestou na mesma rede, enfatizando a fragilidade física do pai ao repudiar a negativa judicial. “Qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada que precisa ser cumprida e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”, registrou ele, em uma declaração que insinua um pano de fundo ideológico na condução do processo.
Por sua vez, Eduardo concentrou seus ataques no Instagram. Em sua publicação, declarou que “todos estão vendo as atrocidades humanitárias cometidas pelo tiranete de beira de estrada”, complementando com a afirmação de que “Que fique claro que ninguém que apoia este abusador o faz por mérito ou mesmo legalidade, mas sim por interesse próprio”.
O despacho assinado por Moraes nessa última quinta-feira (1º) rebateu a tese da defesa. Segundo o magistrado, as análises técnicas não indicaram declínio, mas sim uma evolução positiva na recuperação de Jair Bolsonaro. “Não houve agravamento da situação de saúde de JAIR MESSIAS BOLSONARO, mas sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo”, pontuou, baseando-se em avaliações assinadas pelos próprios profissionais que assistem o político.
Jair Bolsonaro estava internado desde o dia 24 de dezembro no Hospital DF Star, em Brasília, onde foi submetido a quatro cirurgias para cessar episódios de soluções, além de uma correção de hérnia inguinal bilateral. O ex-presidente já recebeu alta médica e dirigiu-se novamente a sua cela na Superintendência da Polícia Federal para cumprir sua sentença de 27 anos e três meses por participação da trama golpista.