Trump bate martelo e garante que controle da Venezuela está sob seu domínio: “Eu que mando”

Presidente americano afirmou que governo venezuelano será supervisionado por aliados próximos durante período de transição política

06/01/2026 às 12h49
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Donald Trump - Reprodução: Gage Skidmore
Presidente Donald Trump - Reprodução: Gage Skidmore

O presidente norte-americano, Donald Trump, foi categórico ao reivindicar a autoridade suprema sobre o destino da Venezuela, após a destituição de Nicolás Maduro no último sábado (3). A afirmação surgiu durante um questionamento feito por uma repórter da NBC News, que buscou esclarecer quem detém as rédeas da nação vizinha após a intervenção militar de Washington.

“Eu”, retrucou Trump, sem hesitação, ao definir a nova hierarquia política. Conforme a visão da Casa Branca, os Estados Unidos tomaram para si a gestão da transição venezuelana, assumindo o controle operacional enquanto o país atravessa uma profunda reestruturação institucional motivada pela prisão do antigo líder.

Para operacionalizar essa tutela, Trump designou um conselho consultivo composto por figuras centrais de seu gabinete, que atuarão como supervisores diretos da administração em Caracas. A equipe é formada por:

  • Marco Rubio: Secretário de Estado

  • Pete Hegseth: Secretário de Guerra

  • Stephen Miller: Vice-chefe de gabinete

  • JD Vance: Vice-presidente dos EUA

A finalidade desse grupo, segundo o presidente, é assegurar a ordem pública e a firmeza política enquanto novas estruturas de governança são debatidas. Trump, contudo, evitou fornecer um cronograma específico ou detalhar as etapas para que a soberania política seja restituída aos cidadãos venezuelanos.

Essa postura de "interventor-chefe" consolida o papel de liderança absoluta que Washington pretende exercer no continente. A operação que removeu Maduro não apenas alterou o tabuleiro político local, mas disparou um alerta diplomático em toda a América Latina, provocando uma onda de reações polarizadas entre nações aliadas e governos críticos à influência estadunidense na região.

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