Ricardo Nunes fala sobre vinda de venezuelanos a SP e diz: “Espero que não venham”, mas, se vierem, “a cidade vai receber todos com carinho”

Prefeito afirma que prisão de Nicolás Maduro pode reduzir fluxo de venezuelanos e diz que a capital seguirá acolhendo quem chegar

07/01/2026 às 10h38
Por: Natália Raquel
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Foto: Reprodução/SECOM
Foto: Reprodução/SECOM

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta segunda-feira (5) que espera a redução da migração de venezuelanos para a capital após a prisão do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos. Segundo ele, a cidade seguirá preparada para acolher quem vier.

 

A declaração foi dada após evento de entrega de títulos de regularização fundiária, ao lado do governador em exercício Felicio Ramuth, em escola da zona sul da capital. Nunes disse que o afastamento de Maduro pode diminuir a necessidade de fuga do país.

 

Hoje, a Prefeitura mantém cerca de 27 mil vagas na rede de acolhimento, com 21 mil ocupadas. “Espero que não venham, até porque agora não há necessidade. Se vierem, a cidade de São Paulo vai receber todos com carinho, como sempre fez”, afirmou.

 

O prefeito criticou debates sobre direito internacional e disse que a prioridade deve ser a dignidade humana. Segundo ele, eleições fraudadas e o empobrecimento da população justificariam a saída de milhões de venezuelanos do país.

 

Dados da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social indicam que 1.009 venezuelanos estão acolhidos hoje na rede municipal. Eles recebem orientação para regularização migratória e acesso a serviços no Centro de Referência e Atendimento para Imigrantes (CRAI) Oriana Jara, na região central.

 

O Centro de Acolhida Especial para Famílias (Caef) Ebenezer, que abriga 157 imigrantes, segue em funcionamento após decisão liminar da Justiça. A prefeitura havia anunciado o fechamento da unidade em dezembro, mas recuou.

 

Organizações da sociedade civil acompanham o cenário. A Missão Paz, no centro da cidade, discute planos de contingência diante da incerteza sobre o fluxo migratório. Entidades alertam para a falta de infraestrutura caso haja aumento expressivo de chegadas nas próximas semanas.

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