
O controle da Groenlândia virou uma nova obsessão de Donald Trump. Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos se reuniu com o alto escalão do governo para discutir planos que permitam aos EUA comandar a ilha, atualmente sob controle da Dinamarca. A ideia inclui diferentes cenários, inclusive a possibilidade de uso das Forças Armadas.
Na terça-feira (6), a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que Trump avalia “diversas possibilidades” para assumir o controle do território. Apesar disso, o plano considerado prioritário pelo republicano seria evitar qualquer confronto direto com a Dinamarca, país-membro da Otan, o que tornaria uma ação militar extremamente sensível.
Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a principal estratégia discutida no governo é a compra da Groenlândia. Em reunião com parlamentares republicanos, ele afirmou que Trump pediu aos assessores que apresentem propostas formais para a aquisição do território, visto pela Casa Branca como estratégico diante da crescente disputa geopolítica no Ártico.
O tema ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de uma imagem da Groenlândia coberta pela bandeira norte-americana, publicada por Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca. O gesto reforçou o interesse do presidente pela região, algo que ele já havia manifestado em seu mandato anterior.
Apesar das declarações de Trump de que há “uma boa chance” de os EUA conseguirem a Groenlândia “sem força militar”, especialistas apontam que qualquer tentativa de anexação enfrentaria grandes obstáculos legais e políticos. Uma intervenção armada violaria princípios centrais da Otan e provocaria forte reação internacional, além de esbarrar na autonomia conquistada pela Groenlândia, que tem direito a decidir seu futuro por meio de referendos.