
O prefeito Ricardo Nunes começa 2026 com um orçamento maior e foco em áreas consideradas estratégicas pela gestão. A Prefeitura de São Paulo contará neste ano com R$ 137 bilhões, valor 9% superior ao do exercício anterior.
A Educação seguirá como a pasta com mais recursos, com previsão de R$ 26,5 bilhões. Em seguida aparecem a Saúde, com R$ 24,1 bilhões, e a Segurança Urbana, que terá R$ 1,8 bilhão. Essa última área concentra uma das principais vitrines políticas da administração.
A gestão mantém a aposta no Smart Sampa, sistema de monitoramento por câmeras com uso de reconhecimento facial. A meta é instalar até 50 mil equipamentos por ano. Desde 2025, novos pontos vêm sendo implantados, com prioridade para regiões com maior incidência de crimes.
Em novembro do ano passado, a prefeitura anunciou a ampliação do sistema no Capão Redondo, na zona sul, área que concentra parte dos registros de roubo, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. O programa é integrado às bases das polícias Civil e Militar.
No campo político, Nunes tem reiterado que não pretende deixar o cargo para disputar o governo do Estado. O prefeito afirma que a intenção é concluir o mandato, mesmo em um cenário de eventual candidatura do governador Tarcísio de Freitas à Presidência da República.
Pelas regras eleitorais, uma candidatura ao Palácio dos Bandeirantes exigiria a renúncia ao cargo até abril. Nos bastidores, aliados avaliam que a sucessão municipal pesa na decisão.
Caso Nunes deixasse a Prefeitura, o vice-prefeito Coronel Mello Araújo assumiria o comando da cidade. A hipótese enfrenta resistência em parte da base aliada, que considera o perfil do vice mais duro do que o desejado para a continuidade da gestão.