
Astrid Fontenelle abriu o coração ao relembrar situações de machismo e assédio que marcaram seus mais de 40 anos de carreira. Em entrevista à revista Quem, a apresentadora, hoje com 64 anos, contou que só passou a compreender melhor essas questões quando foi diretamente desrespeitada no ambiente de trabalho, ainda no início da trajetória profissional.
“Sou de um tempo em que a gente nem sabia o que era machismo. A gente era atropelada”, afirmou. Astrid relembrou um episódio ocorrido durante as gravações do programa Imprensa na TV, em uma redação formada majoritariamente por homens, quando um diretor a chamou de “burra” pelo ponto eletrônico:
Naquele dia eu falei: ‘Ninguém vai falar assim comigo’. Tirei o ponto do ouvido, terminei a entrevista e depois entreguei o equipamento na mão dele. Ali percebi o ambiente tóxico em que a gente trabalhava.
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Mesmo após se tornar uma das principais vozes na defesa de pautas femininas, especialmente à frente do Saia Justa, Astrid revelou ter vivido recentemente uma situação que a deixou sem reação. Durante uma gravação do programa "Partidas e Chegadas", em um aeroporto, ela foi vítima de assédio. “Outro dia um cara passou a mão em mim no aeroporto. Fiquei sem ação”, disse.
A apresentadora admitiu ter ficado brava consigo mesma por não conseguir reagir, apesar da experiência e do discurso firme que sempre manteve sobre o tema:
Eu, que tenho essa pauta tão presente na vida, não reagi. Melhorou muito, mas ainda passa muita coisa. A gente tem que seguir atenta e protetora uma das outras.