
O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, revelou na última quinta-feira (8) que Washington planeja deflagrar, em um futuro próximo, ataques terrestres focadas na neutralização de organizações do narcotráfico. A afirmação ocorreu durante uma conversa com a rede Fox News.
Conforme o republicano, essa guinada tática sucede intervenções recentes contra a criminalidade transnacional, destacando-se o patrulhamento oceânico e a investida que resultou na detenção do dirigente venezuelano Nicolás Maduro, a quem a Casa Branca atribui conexões com o tráfico de entorpecentes.
O presidente ressaltou que as tropas dos EUA obtiveram êxito ao asfixiar o transporte de substâncias ilícitas pelo oceano: “Cortamos 97% das drogas que entram por via marítima e agora vamos começar a atacá-las em terra, visando os cartéis”, garantiu.
Nos meses que antecederam o anúncio, o governo dos EUA elevou o rigor contra barcos sob suspeita no Pacífico e no Caribe, apertando o cerco contra as redes criminosas. Na mesma oportunidade, Trump expressou descontentamento com o avanço do crime organizado no país vizinho.
“Os cartéis estão controlando o México. É muito, muito triste ver o que aconteceu com aquele país”, lamentou.
Anteriormente nesta semana, ele havia proposto auxílio bélico à mandatária Claudia Sheinbaum para enfrentar tais facções, enfatizando que “o México precisa se organizar” para solucionar o impasse.
A oferta de apoio militar, contudo, não foi bem recebida pela administração Sheinbaum. Em pronunciamento na segunda-feira (5), logo após a incursão dos EUA em solo venezuelano, a presidente mexicana descartou qualquer intrusão estrangeira.
“Rejeitamos categoricamente a intervenção nos assuntos internos de outros países”, pontuou Claudia Sheinbaum ao marcar a posição de sua nação.