
Em uma nova investida naval, unidades da Guarda Costeira e da Marinha dos Estados Unidos interceptaram e confiscaram outra embarcação de transporte de combustível, desta vez em águas caribenhas, nesta sexta-feira (09). A operação ocorreu apenas 24 horas após a detenção do petroleiro Marinera (antigo Bella I), unidade vinculada aos interesses venezuelanos. Logo após a manobra, a gestão Trump manifestou-se por meio de redes sociais, afirmando que “não há refúgio seguro para criminosos”.
O navio-tanque Olina é o alvo mais recente da ofensiva militar norte-americana, que visa estabelecer o domínio sobre o fluxo de exportações da Venezuela. O rito de apreensão envolveu o uso de helicópteros e tropas de elite fortemente equipadas para assumir o comando da estrutura.
Sobre o objetivo das incursões, o governo estadunidense declarou oficialmente:
“A Operação Southern Spear do Departamento de Guerra mantém-se firme em sua missão de defender nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restaurando a segurança no Hemisfério Ocidental”.
Ontem (8), o confisco do Marinera foi executado sob amparo de uma ordem judicial emitida por uma corte federal dos EUA. A embarcação em questão utilizava a bandeira da Rússia e já constava na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
O panorama geopolítico local apresenta mudanças rápidas após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, levado para os EUA para enfrentar processos por narcotráfico. Sob a liderança interina de Delcy Rodríguez, o novo comando venezuelano tem enviado sinais de aproximação à Casa Branca com abertura de conversas sobre a exploração e comercialização do petróleo, disposição para reajustar diretrizes de intercâmbio comercial e acenos diplomáticos indicando reformas na área humanitária.