
Até esta quinta-feira, 8, o Partido dos Trabalhadores havia declarado ao Tribunal Superior Eleitoral uma arrecadação total de R$ 151,5 milhões. Desse valor, a maior parte teve origem no fundo partidário, que respondeu por R$ 126 milhões, reforçando a dependência da legenda de recursos públicos para o financiamento de suas atividades.
Entre os filiados que atualmente exercem mandato, o maior volume de contribuições em 2025 partiu do deputado federal Vander Loubet, do PT de Mato Grosso do Sul, com repasses que somam R$ 158 mil. Em seguida aparece a deputada Dandara, do PT de Minas Gerais, que declarou contribuições no valor de R$ 143 mil ao partido.
No caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram registrados 11 repasses ao longo do ano, classificados como contribuições de parlamentares, que totalizaram R$ 40.010,74. Cada transferência teve valor aproximado de R$ 3,6 mil. As doações seguem regras internas do PT, que determinam que filiados com mandato eletivo ou em cargos de confiança façam aportes financeiros regulares para custear a estrutura partidária.
Os números ganham relevância em um contexto de pressão econômica, com inflação persistente, carga tributária elevada e críticas constantes à qualidade dos serviços públicos. Enquanto milhões entram nos cofres partidários, cresce o debate sobre prioridades políticas e o impacto dessas arrecadações na vida do cidadão comum.