Mario Frias detona Wagner Moura após críticas contra Bolsonaro: “Não passa de um frango sustentado pelo Estado”

O deputado federal e ator Mario Frias criticou Wagner Moura após a vitória do baiano no Globo de Ouro deste domingo (11)

12/01/2026 às 12h24
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Wagner Moura e Mario Frias - Reprodução: Instagram / Penske Media via Getty Images
Wagner Moura e Mario Frias - Reprodução: Instagram / Penske Media via Getty Images

A noite desse domingo (11) marcou um feito inédito para o cinema nacional: Wagner Moura consagrou-se como o primeiro artista do país a conquistar o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama no Globo de Ouro. Entretanto, a aclamação em solo americano foi acompanhada por duras críticas do deputado Mario Frias (PL/SP), que atacou o intérprete, alegando que ele é “sustentado por um Estado corrupto”.

Através de suas redes sociais, o parlamentar e ex-integrante do elenco de Malhação acusou Moura de endossar regimes autoritários, mencionando inclusive a gestão atual do Brasil. Segundo Frias, o premiado ator “apoia ditaduras”:

“Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo”, disparou o deputado.

A ofensiva continuou com críticas ao estilo de vida e às alianças políticas do protagonista de O Agente Secreto. Frias argumentou que o baiano “discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que rouba dos mais pobres enquanto seus amigos bilionários, banqueiros e grandes empresários sugam até o último centavo do povo”.

O congressista, fiel aliado de Jair Bolsonaro, sugeriu ainda que o reconhecimento internacional é utilizado apenas como ferramenta de marketing pessoal: “Finge-se de revolucionário usando o nome do Brasil no exterior apenas para autopromoção. Ignora deliberadamente a existência de presos políticos morrendo na cadeia por crimes que sequer existem na Constituição”.

Ao finalizar sua investida, Mario Frias acusou Moura de hipocrisia econômica, afirmando que o ator transforma “discurso político em negócio lucrativo”:

“Critica a censura, mas vive confortavelmente nos Estados Unidos, usufruindo das liberdades do capitalismo que despreza, enquanto tenta impor ao próprio povo um ‘comunismo caviar’ que jamais aceitaria para si. No fim, não passa de um frango travestido de virtude: alguém que confunde caráter com performance moral e transforma discurso político em negócio lucrativo.”

Apesar da polarização política, a vitória de Wagner Moura deve-se ao seu papel no longa-metragem O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A obra, situada nos anos 70, mergulha nas sombras da repressão militar brasileira a partir do Golpe de 64. Além da distinção individual, a produção garantiu o prêmio de Melhor Filme em Língua Não Inglesa, estabelecendo um recorde: é a primeira vez que o Brasil arremata duas estatuetas em uma única cerimônia do Globo de Ouro.

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