
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no último domingo (11) que líderes do Irã entraram em contato para “negociar” com ele, em meio à forte onda de protestos que atinge Teerã e às recentes ameaças de intervenção norte-americana no país. Segundo Trump, a ligação teria ocorrido no sábado (10).
“Os líderes do Irã ligaram ontem. Eles querem negociar… uma reunião está sendo marcada”, declarou o presidente dos EUA, sem detalhar quem participou da conversa. No dia seguinte, Trump voltou a falar sobre o tema e indicou que a Casa Branca avalia medidas duras contra o regime iraniano.
“Estamos analisando algumas opções muito interessantes… Estou recebendo informações a cada hora e tomaremos uma decisão muito em breve”, afirmou. O Irã vive a maior onda de protestos em quase uma década, com manifestações iniciadas em 28 de dezembro de 2025 contra a crise econômica e o governo do aiatolá Ali Khamenei.
De acordo com a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), ao menos 538 pessoas morreram nos confrontos, sendo 490 manifestantes e 48 policiais. O número de presos já ultrapassa 10 mil, segundo a entidade.
Nesta segunda-feira (12), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para um conflito, apesar de não buscá-lo. Segundo ele, o Irã “não procura a guerra, mas está totalmente preparado para ela”, ao mesmo tempo em que sinalizou abertura ao diálogo diante das ameaças feitas por Trump.