
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há qualquer negociação em andamento com os Estados Unidos, além de contatos técnicos restritos à área de imigração. A declaração ocorre em meio ao aumento da tensão entre os dois países após o ataque norte-americano à Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e na morte de militares cubanos.
No domingo (11), Donald Trump afirmou que Cuba deveria negociar com Washington ou ficaria sem “dinheiro e petróleo”, em referência à relação histórica da ilha com a Venezuela. Segundo o presidente dos EUA, o governo cubano teria se beneficiado por anos do apoio venezuelano em troca de supostos serviços de segurança.
Díaz-Canel rebateu as declarações e reforçou a soberania do país, afirmando que Cuba é uma nação independente e não aceitará pressões externas. Para ele, qualquer avanço na relação bilateral precisa seguir outro caminho:
Como a história demonstra, para que as relações entre os EUA e Cuba avancem, elas devem ser baseadas no direito internacional, e não em hostilidade, ameaças e coerção econômica.
O líder cubano também deixou claro que, fora as tratativas migratórias, não existe diálogo político em curso entre os dois governos, em um cenário que segue marcado por desconfiança e discursos duros de ambos os lados.
No existen conversaciones con el gobierno de EE.UU, salvo contactos técnicos en el ámbito migratorio.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 12, 2026
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