
A dívida da Venezuela com o Brasil voltou ao centro do debate após novos dados indicarem um crescimento expressivo do valor devido. Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o montante em atraso aumentou em US$ 312 milhões, valor que inclui juros de mora pelo não pagamento. As informações foram divulgadas pela coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Ainda de acordo com a coluna, no fim de janeiro de 2023, a dívida venezuelana com o Brasil era de aproximadamente US$ 1,54 bilhão (cerca de R$ 8,27 bilhões, à época). Já no último dia de 2025, o valor chegou a US$ 1,856 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões, evidenciando o impacto da inadimplência prolongada.
Os débitos da Venezuela com o Brasil têm origem em diferentes mecanismos de crédito utilizados ao longo dos anos, entre eles: Programa de Financiamento às Exportações (Proex); o Seguro de Crédito à Exportação, que cobre obras e serviços financiados pelo BNDES; e uma linha de crédito extinta no fim dos anos 1990, conhecida como Finex. Atualmente, 13 países possuem dívidas em atraso com o Brasil, mas a Venezuela aparece como o maior devedor.
O crescimento da dívida venezuelana ocorre em meio à retomada das relações diplomáticas entre Brasil e Venezuela, o que reacende questionamentos sobre a possibilidade de renegociação, cobrança ou reestruturação desses débitos. Até o momento, não há informações públicas sobre um acordo específico para a quitação da dívida.