
O panorama global estremeceu neste começo de 2026. Com a consolidação da ofensiva militar em Caracas, capital da Venezuela, no dia 3 de janeiro e a subsequente detenção de Nicolás Maduro, o governo de Donald Trump intensificou seu discurso militar, disparando advertências sobre embargos e incursões contra diversas nações. A prioridade de Washington é explícita: salvaguardar a soberania estadunidense e dominar ativos energéticos vitais.
México - Ofensiva contra o Narcotráfico. O republicano sinalizou a possibilidade de violar a soberania vizinha para aniquilar as organizações criminosas mexicanas. Apesar dos esforços diplomáticos de Claudia Sheinbaum, Trump sustenta que os grupos ilícitos “mandam no México” e que o Pentágono está pronto para uma incursão terrestre.
Cuba - Asfixia Econômica. Havana recebeu um ultimato drástico: a submissão a um novo tratado com os EUA ou o isolamento financeiro e energético absoluto. A gestão Trump alega que a ilha sobreviveu por décadas sob a tutela do chavismo.
Colômbia - Hostilidade Diplomática. A animosidade com Bogotá escalou após Trump rotular Gustavo Petro como um “homem que gosta de produzir cocaína”. Mesmo com a intermediação de Marco Rubio em contatos recentes, o risco de uma ingerência direta na região segue elevado.
Groenlândia (Dinamarca) - Expansionismo no Ártico. Em uma postura que abalou o continente europeu, o presidente declarou que os EUA tomarão a Groenlândia “quer eles gostem ou não” para barrar a influência sino-russa no polo norte. Copenhague reagiu, pontuando que uma violação territorial poderia implodir a OTAN.
Irã - Sanções Severas e Ativismo. Foi instituída uma sobretaxa de 25% contra qualquer Estado que mantenha relações comerciais com Teerã. Paralelamente, Trump sinalizou apoio bélico aos dissidentes iranianos caso a repressão estatal persista.
Embora o pretexto oficial para a entrada no território venezuelano tenha sido o combate ao crime organizado, o comando norte-americano reconheceu que o foco real são as jazidas de óleo bruto. Agora, detendo a custódia das mais vastas reservas de petróleo do planeta, a Casa Branca utiliza essa hegemonia como ferramenta de coerção contra antigos parceiros do regime deposto, especialmente o governo cubano.