Denúncias de ex-funcionárias apontam assédio sexual e abuso de poder envolvendo Julio Iglesias

Uma investigação conjunta publicada pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es, revela acusações graves contra o cantor Julio Iglesias, envolvendo abusos sexuais, agressões físicas, humilhações e práticas trabalhistas ilegais. Os episódios teriam ocorrido em mansões do artista localizadas na República Dominicana e nas Bahamas.

13/01/2026 às 14h17 Atualizada em 13/01/2026 às 18h12
Por: Redação
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Julio Iglesias. Reprodução: Folha de Pernambuco
Julio Iglesias. Reprodução: Folha de Pernambuco

Uma investigação publicada pela Univision, em parceria com o portal espanhol elDiario.es, trouxe à tona acusações graves contra o cantor Julio Iglesias. Duas ex-funcionárias afirmam ter sido vítimas de abusos sexuais, humilhações e práticas ilegais enquanto trabalhavam em mansões do artista localizadas na República Dominicana e nas Bahamas. Outros ex-empregados ouvidos pelos jornalistas descrevem um ambiente marcado por isolamento, controle rígido e medo constante.

Segundo a reportagem, uma das denunciantes, identificada como Rebeca, nome fictício utilizado para preservar sua identidade, é uma jovem dominicana que atuava como empregada doméstica. Ela relata ter sofrido assédio sexual frequente, agressões físicas e insultos. Segundo Rebeca, a rotina de trabalho era regida por regras severas, com restrições para sair da propriedade e proibição de manter contato com outros funcionários, o que, segundo ela, configurava uma situação de isolamento extremo.

Outra ex-funcionária,  é uma fisioterapeuta identificada como Laura, também nome fictício, que prestava serviços ao cantor. Ela afirma que Julio Iglesias ultrapassava limites profissionais durante as sessões de trabalho, adotando comportamentos invasivos e fazendo insinuações de cunho sexual. Segundo o relato, o cantor teria exercido pressão para envolvimentos íntimos sem consentimento, explorando sua posição de poder.

A investigação aponta ainda que funcionárias eram submetidas a exames ginecológicos, testes de gravidez e exames de HIV. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, essas práticas configuram discriminação de gênero e são consideradas ilegais tanto no momento da contratação quanto durante o vínculo empregatício. 

Os jornalistas responsáveis pela apuração afirmam ter tido acesso a documentos, mensagens, além de  exames médicos que reforçam os relatos. Amigos próximos das denunciantes e psicólogos consultados confirmaram que tinham conhecimento das acusações ainda na época em que os fatos teriam acontecido. 

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