
O influenciador Felca se manifestou após o vazamento de um vídeo gravado durante seu depoimento em audiência relacionada ao caso Hytalo Santos. A gravação circulou nas redes sociais e provocou reações desde a madrugada desta quarta-feira (14).
Felca participou da audiência como parte das investigações que apuram denúncias envolvendo Hytalo Santos. A sessão ocorreu de forma online, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Região Metropolitana de João Pessoa. Segundo o influenciador, a intenção era esclarecer fatos e contribuir com o andamento do processo.
Em publicações nas redes sociais, Felca criticou a atuação da defesa do investigado. Disse que as perguntas feitas durante a audiência não se concentraram no mérito do caso e tiveram como objetivo descredibilizá-lo. Para ele, a condução da oitiva desviou do foco jurídico esperado em um tribunal.
O influenciador afirmou que manteve postura contida durante o depoimento por entender que o ambiente exigia responsabilidade. “Tribunal não é rede social”, escreveu, ao justificar por que evitou confrontos e reações mais exaltadas. Segundo ele, o compromisso era com o registro formal das informações nos autos do processo.
Felca também ressaltou a gravidade do tema discutido. Afirmou que o caso envolve a discussão sobre adultização infantil e defendeu que o assunto seja tratado com mais seriedade no País. Para ele, a proteção da infância exige regras mais claras e uma atuação conjunta da sociedade e das instituições.
Durante a audiência, Felca foi questionado sobre o vídeo que publicou e que deu origem às investigações. Ele negou ter obtido qualquer lucro com o conteúdo e disse que optou por desmonetizá-lo por considerar o tema sensível. O influenciador afirmou ainda que os conteúdos atribuídos a Hytalo Santos alcançariam entre 10 milhões e 50 milhões de visualizações mensais, impulsionados pela presença de crianças e adolescentes.
Hytalo Santos e o marido, o também influenciador Euro, acompanharam o depoimento por videochamada, diretamente do Presídio do Roger, onde estão presos preventivamente desde 28 de agosto. O caso segue em investigação na Justiça paraibana.