
No último domingo (11), teve um desfecho o processo jurídico movido por Cristiane Dantas contra a influenciadora Virgínia Fonseca e seu antigo parceiro, o músico Zé Felipe. Os detalhes da conclusão foram antecipados pela coluna da repórter Fábia Oliveira.
O embate nos tribunais teve origem em 2021, quando Virgínia compartilhou um story em que se divertia com colegas enquanto observava um smartphone. Cristiane sustentou que o aparelho exibia uma gravação sua falando sobre seus hábitos alimentares decorrentes de um quadro de obesidade mórbida, o que teria desencadeado uma série de ofensas virtuais contra ela.
Na petição, a requerente imputou aos famosos as práticas de gordofobia e exploração não autorizada de imagem, pleiteando uma reparação financeira por danos morais fixada em, ao menos, R$ 600 mil.
Ao examinar o mérito, a juíza do caso pontuou que a própria Cristiane decidiu expor o material na internet originalmente em 2017, muito antes da postagem feita pela influenciadora.
A fundamentação da sentença sublinhou que, ao disponibilizar o arquivo para circulação livre no ambiente digital, a autora perdeu o respaldo para acusar terceiros de uso indevido. A decisão ainda frisou que os réus apenas visualizaram o conteúdo, abstendo-se de mencionar o nome de Cristiane ou proferir insultos que a individualizassem.
A balança judicial também pendeu contra a autora devido à inexistência de provas sobre a suposta reiteração de linchamentos virtuais. Para a juíza, não ficou comprovado que a conduta dos artistas tenha provocado uma nova propagação viral do vídeo ou alimentado agressões específicas à honra da demandante.
Um ponto crítico na sentença foi a observação de que apenas as duas figuras públicas — detentoras de enorme alcance e patrimônio — foram alvo do processo. De acordo com o texto jurídico, tal estratégia sugeriria uma busca por uma condenação com maior potencial lucrativo.
Com a improcedência total dos pleitos, a vitória nos autos foi concedida a Virgínia Fonseca e Zé Felipe. Embora o veredito tenha sido desfavorável a Cristiane Dantas, a legislação brasileira ainda permite que ela conteste a decisão por meio de recursos em instâncias superiores.